Educação Matemática

A Educação Matemática surgiu no século XIX, tendo como fonte propulsora os questionamentos sobre a maneira como se ensinava matemática. Tais inquietações culminavam para uma verdadeira renovação no ensino de matemática, unindo matemáticos e professores de matemática, ambos preocupados com os métodos e técnicas de ensino, formação de professores, organização curricular, aproveitamento escolar e práticas de avaliação de aprendizagem.

A área da Educação Matemática tem um enfoque pluri e interdisciplinar, cujas finalidades são desenvolver, testar e divulgar métodos inovadores para o ensino da Matemática; elaborar e implementar mudanças curriculares; além de contribuir para a formação inicial e continuada de professores. Segundo Ponte (1999)  a Educação Matemática pode ser caracterizada como um campo misto onde se entrecruzam as lógicas profissionais e de investigação. Como campo de investigação seu papel é formular e analisar os problemas do ensino e da aprendizagem em Matemática proporcionando conceitos, estratégias e instrumentos que podem ser relevantes para quem atua no campo profissional, para administração educativa e para todos aqueles que se interessam pelo problema do ensino. Por esse motivo caracteriza-se como um campo de pesquisa amplo. De acordo com Carvalho (1994)  a Educação Matemática “Constitui um grande arco, onde há lugar para pesquisas e trabalhos dos mais diferentes tipos”.

No Brasil começou a ganhar espaço na década de 1950, mas consolidando-se apenas na década de 1980.  A fundação da Sociedade Brasileira de Matemática – SBEM e a criação dos primeiros programas de pós-graduação em Educação Matemática, são alguns de seus  frutos no Brasil.

Os estudos em Educação Matemática têm originado algumas tendências, amparadas em várias concepções teóricas que norteiam o pesquisador na busca de metodologias que contribuam para a efetivação de um ensino mais eficaz. Ao se mostrarem eficientes em sala de aula e ao serem utilizadas por muitos professores, estas formas de trabalho passam a ser consideradas como alternativas interessantes na busca da inovação em sala de aula. Entre essas tendências estão: Educação Matemática Crítica; Etnomatemática, Informática e Educação Matemática; Modelagem Matemática; Resolução de Problemas; Ensino de Geometria; História da Matemática e Jogos e Recreações.

Referências

  • CARVALHO, João Pitombeira de. Avaliação e perspectiva na área de ensino de matemática no Brasil. Em Aberto, Brasília, n. 62, p. 74-88, abr./jun. 1994. p. 81.
  • PONTE, J. P. Investigação em Educação Matemática. Lisboa: Instituto de Inovação Educacional, 1998.

 

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